quarta-feira, 14 de outubro de 2009

A GUERRA PELO FOGO

Há um filme de 1981 de Jean-Jacques Annaud chamado “A Guerra do fogo”, que narra a dificuldade que os homens da antiguidade tiveram em conseguir fogo.
O Filme (apesar de sua teoria totalmente evolucionista, com seus “homens de Neandertal” existentes há 80.000 anos, divididos em tribos de diferentes níveis de evolução!) pode ser um bom exemplo da história do fogo.
O longa-metragem não traz nenhum diálogo, só grunhidos. A linguagem dos componentes das tribos é totalmente em expressão corporal e facial, com gritos e urros, exprimindo as suas dores, prazeres e emoções; mudando de tonalidade vocal e de linguagem de acordo com o que parece ser a “evolução da tribo”. A cena inicial da película começa com legendas dizendo o seguinte:

“Há 80.000 anos, a sobrevivência do homem em uma terra inexplorada dependia da posse do fogo. Para aqueles seres primitivos o fogo era um mistério, já que ninguém havia comandado sua criação. O fogo tinha que ser roubado da natureza, mantido acesso, protegido do vento, da chuva e das tribos rivais. O fogo era um símbolo de poder e um meio de sobrevivência. A tribo que possuía o fogo possuía a vida”.(4)

Assistindo ao filme fiquei refletindo sobre em toda essa questão do fogo, e de que como hoje em dia, quase não pensamos nele. A chama para nós se transformou numa coisa muito natural e habitual. Riscamos um fósforo ou ligamos o acendedor automático do fogão e nem imaginamos o grande problema que os homens antigos tiveram para conseguir fogo na natureza e a dificuldade da manutenção da chama acessa.
O filme mostra essa dificuldade. A história começa com o fogo de uma tribo sendo apagado num ataque de uma tribo rival. É de se emocionar ao ver a cara de decepção de um dos personagens diante do braseiro já apagado quando tenta em vão reacender a chama. O fogo que era mais cobiçado do que qualquer coisa hoje em dia, e dava aos que o possuíam poder e status.
Três membros dessa tribo saem à procura do fogo; ou aceso na natureza (produzido por um raio, etc.) ou num acampamento de uma tribo adversária.
Na jornada eles passam por várias dificuldades (lutas com tribos rivais, perseguição de animais), mas conseguem superar cada problema, aprendendo cada vez mais com os obstáculos. Um deles, aliás, se envolve com a fêmea de uma tribo mais evoluída (ao salvá-la de canibais), que dominava a produção do fogo.
No final do filme ela ajuda seu amado e sua tribo produzir fogo friccionando rápida e continuamente entre as mãos, um bastão de madeira dura apoiado numa base de madeira.
A gente se emociona de novo ao ver a alegria dos personagens nas primeiras fumaças produzidas pelo artefato e o êxtase deles diante daquela chama.

Um comentário:

  1. Graça e paz!
    “Andando” por aí cheguei até o seu Blog e quero te parabenizar pela bênção que pude ver aqui.
    Já estou te seguindo e será uma honra te receber no pastoragente.blogspot.com.
    Se quiser segui-lo vai ser uma alegria pra mim.
    No blog conto da forma mais realista e divertida possível as realidades, dúvidas e experiências de uma simples pastora como eu.
    Fique na paz. Um abraço.

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